O Ubuntu foi tema de uma materiazinha de três minutos do Olhar Digital. Muito bom, pois o pingüim aparece mais, é divulgado, etc. No entanto, as ênfases distorcidas aparecem.
“A interface é sempre complicada.” Quem conhece um pouquinho de Gnome ou de KDE sabe a gigantesca imbecilidade tolice dessa afirmação. Quem quiser (argh!), pode ter um Linux, incluindo o Ubuntu, exatamente com a cara do sistema ocasional do tio Bill, que, segundo a matéria implicitamente diz, é sempre simples.
“Quem não é iniciado desiste de usar”, diz o narrador. Baseado em quê? No fato de que todo ser humano nasce sabendo usar Rwindow$? De ser óbvio que você tem de clicar em Iniciar para Desligar o computador? De que você tem de editar o registro para conseguir colocar o ícone do IEca na área de trabalho, como ocorre no Perigo à Vista?
“Não faz migração de vários formatos de documentos gerados pelo Rwindow$.” E a culpa é de quem: da comunidade livre, que usa formatos livres reconhecíveis por qualquer programa? Ou da M$ com sua mania de ser dona do mundo e cria formatos que nem as novas versões de seus próprios programas conseguem reconhecer
Além dessas bobagens, que “confirmam” que Linux é só para os Irmãos Iniciados do Círculo Transfinito do Manto Amarelo, o narrador faz uma lambança imensa, ora chamando Ubuntu de sistema operacional, ora de programa, ora de aplicativo, ora de software. Ao final da matéria, só quem já conhece e usa é que se sente irritado com a maneira como o tratam empolgado em usar.
É uma pena que os (de)formadores de opinião ainda vejam o mundo dos programas livres de modo tão obtuso e dominado por Darth Blargheitis.








