Oito coisas que você precisa saber sobre o fracasso

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1. Falhar não é a mesma coisa que fracassar
Alguém pode falhar várias vezes e ainda estar muito longe de fracassar.

2. Falhar não é a desgraça que todo mundo pensa que é
Errar não é nada mais do que ser humano.

3. O fracasso é apenas um pequeno retrocesso
O fracasso nunca é o último capítulo de sua vida, a não ser que você pare e desista.

4. Nada que vale a pena é conquistado sem correr-se o risco do fracasso
O homem que arrisca tudo para tentar conquistar algo que realmente vale a pena, e falha, pode ser tudo, menos alguém que fracassou vergonhosamente.

5. O fracasso é uma preparação natural para o sucesso
Por mais estranho que possa parecer para muitos, a verdade é que é mais fácil conviver com o sucesso do que com o fracasso.

6. Toda falha traz consigo possibilidades de algo maior
Analise o fracasso sob qualquer aspecto que você queira, e descobrirá alguns princípios e possibilidades para transformá-lo em sucesso.

7. Como você lida com o fracasso é escolha sua
O fracasso é tanto uma bênção quanto uma maldição, dependendo da reação ou resposta do indivíduo.

8. Fracassos são oportunidades para se aprender a fazer as coisas melhores da próxima vez e para aprender onde estão as armadilhas e como evitá-las
A melhor coisa que você pode fazer com o fracasso é aprender tudo o que puder dele.

(Dale Galloway, citado por Alice Gray em Listas para Aquecer o Coração, Editora Atos)

Cuidado com suas palavras. Elas podem ferir

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Pirataria via Internet: para vencê-los aprenda com eles

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A pirataria via Internet está disseminada e não há como controlar. Não mesmo. As grandes empresas de músicas/filmes/softwares promovem atitudes de caçar usuários de P2P como se isso fosse resolver alguma coisa. Puro ludismo!

1) Vale a pena ele comprar um CD, que contém de 10 a 13 músicas por R$20? Ou um download de torrent/emule contendo centenas de músicas ou toda discografia de seu artista preferido? Chris Anderson, autor de Cauda Longa disse que na China os artistas nem se preocupam mais com a pirataria e a usam para divulgar seus produtos. Com isso ganham dinheiro com shows e apresentações (fonte: info online).

2) Comprar um DVD por R$30 quando ele pode baixar de graça? Ou mesmo ver na Web? E a Viacom processando o Google-Youtube por deixar seus usuários postarem vídeos “proprietários”? Tudo isso adianta? E os downloads de filmes em alta definição?

3) Os fãs de Harry Potter traduziram on-line o último livro e o publicaram na Internet. Vamos caça-los e prendê-los?

4) As grandes empresas de software perdem milhões com pirataria via Internet? Ou esses downloads servem apenas para incentivar e treinar novos usuários? Para quem não sabe as grandes empresas ganham na verdade em vendas corporativas, onde vendem milhares de licenças. Qual será o software que o usuário doméstico vai querer usar na sua empresa ou vai tentar convencer seu patrão a comprar? Claro que é aquele que ele baixou via Internet e usou.

Simplesmente os piratas oferecem um produto melhor em termos de custo/benefício para o usuário final.

Eles são mais ágeis em transformar o meio digital em informação e transferí-lo via Internet. Temos que aprender com eles. Entender suas técnicas e depois criar um modelo de negócios que consiga ser justo principalmente para o artista.

Para entender mais profundamente essa mudança você pode baixar um e-book de grátis Pirate’s Dilemma.

dilema pirata

O autor Matt Mason incentiva que “pirateiem” seu livro em .pdf. Segundo ele, isso fará a versão “física e real” do livro venda mais (será que não foi isso que aconteceu com Tropa de Elite?). Ele afirma que Paulo Coelho já está distribuindo seus livros de maneira on-line :)

O mundo mudou. Aceite isso.

Obs: por esse motivo, meu conteúdo é de livre distribuição. Creative Commons. Use como quiser. Basta citar a fonte :)

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Verdades sobre a mentira

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“O mundo deseja ser enganado.”
(Sebastian Brant, 1457-1521, poeta e humanista alemão)

“A mente é sempre enganada pelo coração.”
“A melhor maneira de ser enganado é se achar mais esperto que os demais.”
“O amor-próprio é o maior de todos os lisonjeadores.”
(François, Duc de la Rochefoucauld, 1613-1680, epigramatista e moralista francês)

“A pessoa mais fácil de você enganar é você mesmo.”
(Edward Bulwer-Lytton, 1803-1873, romancista e político inglês)

“O pecado possui muitas ferramentas, mas a mentira é o cabo que se encaixa em todas.”
(Oliver Wendell Holmes, 1841-1935, juiz associado da Suprema Corte dos Estados Unidos, de 1902 a 1932)

“… uma mentira que é meia-verdade é a mais negra das mentiras, pois uma mentira que é totalmente mentira pode ser identificada e confrontada diretamente, mas uma mentira que tem uma parte da verdade é muito mais difícil de ser combatida.”
(Alfred Lord Tennyson, 1809-1865, poeta inglês, uma das maiores figuras da Era Vitoriana)

“Não existe mentira pior que uma verdade mal compreendida por aqueles que a ouviram.”
(William James,1842-1910, filósofo e psicólogo norte-americano)

“Os homens ocasionalmente tropeçam sobre a verdade, mas a maioria se levanta e sai correndo, como se nada houvesse acontecido.”
(Sir Winston Churchill, 1874-1965, político inglês e Primeiro Ministro da Inglaterra de 1940 a 1945, e de 1951 a 1955)

“Acredite naqueles que estão buscando a verdade. Desconfie daqueles que a acharam.”
(André Gide, 1869-1951, crítico e romancista francês)

“Uma mentira não teria sentido algum se a verdade não fosse percebida como perigosa.”
(Alfred Adler, 1870-1937, psicólogo austríaco)

“As pessoas nunca mentem tanto como depois de uma caçada, durante uma guerra ou antes de uma eleição.”
(Otto von Bismarck, 1815-1898, unificador e consolidador da Alemanha)

“O público acreditará em qualquer coisa, desde que não esteja fundamentada na verdade.”
(Edith Sitwell, 1887-1964, biógrafa, crítica, romancista e poetisa inglesa)

“É mais fácil as grandes massas do povo se tornarem vítimas de uma grande mentira do que de uma mentira pequena.”
(Adolf Hitler, 1889-1945, ditador da Alemanha)

“Por meio de uma mentira, o homem anula sua dignidade como homem.”
(Immanuel Kant, 1724-1804, filósofo alemão)

“O maior inimigo da verdade, muitas vezes, não é a mentira, deliberada, tramada e desonesta, mas o mito, persistente, persuasivo e fantasioso.”
(John F. Kennedy, 1917-1963, presidente dos Estados Unidos de 1961 a1963)

“Não é porque a verdade é difícil de ser percebida que cometemos erros… Cometemos erros porque o caminho mais fácil e confortável para nós é procurar percepção no lugar onde ela se harmoniza com nossas emoções – especialmente as emoções egoístas.”
(Aleksander Solzhenitsyn, autor e pensador russo)

“Hipocrisia em qualquer coisa que seja pode enganar a pessoa mais esperta e apercebida, mas a criança menos atenta consegue reconhecê-la e se revoltar com ela, por mais engenhoso que seja seu disfarce.”
(Leon Tolstoy, 1828-1910, autor russo)

“Contamos mentiras quando estamos com medo… medo do que não sabemos, medo do que os outros vão pensar, medo do que será descoberto a nosso respeito. Mas cada vez que mentimos, aquilo que tememos se torna mais forte.”
(Tad Williams, autor norte-americano)

“Não diga: ‘Achei a verdade’, mas antes: ‘Achei uma verdade.’
(Kahlil Gibran, 1883-1931, artista e poeta libanês)

“Doutrina é o que se diz na terra sobre a verdade eterna.”
(Watchman Nee, Uma Mesa no Deserto)

“A verdade persuade pelo ensino, mas não ensina pela persuasão.”
(Quinto S. Tertuliano, 160-230, pai cartaginês da igreja)

“Persiga a verdade como um louco e você se libertará, mesmo que não chegue a tocar nas suas vestes.”
(Clarence Darrow, 1857-1938, advogado de defesa norte-americano)

“A verdade que liberta os homens é, na maior parte, a verdade que preferem não ouvir.”
(Herbert Agar, 1897-1980, escritor e editor inglês, Prêmio Pulitzer de História)

“Uma mentira repetida com suficiente freqüência torna-se verdade.”
(Vladimir Ilich Lênin, 1870-1924, político e revolucionário comunista russo)

“A repetição não transforma uma mentira em verdade.”
(Franklin D. Roosevelt, 1882-1945, presidente norte-americano, em discurso no rádio, em 26 de outubro de 1939)

“A contínua repetição de uma mentira não a torna verdadeira, mas consegue convencer muitos que é verdade, especialmente quando se consegue abafar quase todos os esforços de expô-la como mentira.”
(Shapley R. Hunter, político norte-americano)

“Uma mentira pode dar meia-volta ao mundo enquanto a verdade está calçando os sapatos.”
(Mark Twain, 1835-1910, humorista e autor norte-americano)

“A história da nossa raça e da experiência de cada indivíduo está repleta de evidência que uma verdade não é difícil de matar, e que uma mentira bem contada é imortal.”
(Mark Twain, 1835-1910, humorista e autor norte-americano)

“Por mais escassa que seja a verdade, a oferta sempre excedeu a demanda.”
(Josh Billings, 1818-1885, humorista norte-americano)

“A verdade é, muitas vezes, uma terrível arma de agressão. É possível mentir e até matar, usando a verdade.”
(Alfred Adler, 1870-1937, psicólogo austríaco)

“Engolimos avidamente qualquer mentira que nos lisonjeia, mas bebericamos lentamente uma verdade que achamos amarga.”
(Denis Diderot, 1713-1784, escritor e filósofo francês)

“Mentimos mais alto quando mentimos a nós mesmos.”
(Eric Hoffer, 1902-1983, autor norte-americano)

“Quem possui poder absoluto não só pode profetizar e fazer suas profecias se realizarem, mas pode também mentir e fazer suas mentiras acontecerem.”
(Eric Hoffer, 1902-1983, autor norte-americano)


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Que fim deram aos pés?

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Rafael Prada
De Vancouver (Canadá)

A imprensa brasileira, sem generalizar, tem a desagradável mania de reportar fatos para depois, na surdina e contando com a memória curta do cidadão brasileiro, deixar para lá e esquecer (com ou sem intenção) o que havia alardeado há semanas, ainda que o caso já tenha novos desenrolares.

O caso do aparecimento de pés calçados na costa oeste do Canadá é mais um exemplo. Depois de aparecer em todos os grandes portais de notícia do Brasil e também em telejornais e diários das grandes cidades, pouco se ouviu falar do assunto.

Ainda que a pauta atraia atenção do público em geral, é preciso um caso de forte apelo emocional, como a morte da garota Isabela Nardoni, para que editores e repórteres tenham a boa vontade de correr atrás de detalhes e fatos futuros que possam manter o leitor atualizado.

E não foram poucos os sites e jornais que relataram o aparecimento de um suposto sexto pé, que acabou se tornando, na verdade, uma brincadeira de mau gosto. Poucos lembraram de avisar o consumidor final de que a informação estava errada e que se tratava, na verdade, de um pé de galinha disfarçado de parte humana.

Mais recentemente, após exames de DNA mais detalhados, descobriu-se que dentre os cinco pés encontrados (quatro direitos e um esquerdo) dois são do mesmo homem e um deles pertence a uma mulher. Nenhum dos dois foram identificados, ainda.

No entanto, no último final de semana, a Real Polícia Montada do Canadá anunciou que conseguiu identificar o dono de um dos pés que apareceram na costa. Sem entrar em maiores detalhes devido a pedidos da família, as autoridades apenas afirmaram se tratar de um jovem desaparecido há mais de cinco anos e que encontrava-se em depressão quando sumiu.

Para ampliar o cenário macabro que cerca todo o mistério, na primeira semana de julho, um pé dentro de um tênis foi encontrado no sul da Suécia, perto da capital Estocolmo. A assessora e delegada Annie Linteau negou qualquer relação com a nova descoberta.

“Nós não temos nada a ver com este caso”, afirmou a canadense, para logo em seguida receber o apoio de legistas suecos, que preferiram não relacionar os casos, dizendo que ainda é muito cedo para fazer qualquer constatação.

Enquanto a população se coça e formula teorias sobre os pés encontrados na costa de Vancouver, legistas canadenses esclarecem que os pés não aparentam ter sido arrancados por meio de objetos cortantes, mas sim terem se desprendido por ação natural, principalmente devido à água do mar.

Ainda que o assunto não esteja diretamente relacionado com brasileiros, histórias como essa chamam a atenção o tempo todo. Tocar no mesmo assunto duas vezes seguidas pode não parecer interessante à audiência, mas me parece justo com aqueles que acompanham e não esquecem os fatos.

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Mídia e prostituição: Descoberta do novo catecismo

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Vera Silva(*)

Um amigo me perguntou por que a prostituição total e proporcional no Brasil é tão alta, conforme estudo recentemente publicado. Ele achava, o que me honrou, que eu poderia esclarecê-lo já que entendo dessas coisas. Confesso que senti um frio na espinha. Pergunta de amigo é como pergunta de filho, tem que ter resposta precisa porque amizade se mantém com a verdade da alma.

Fui, então, reler duas mulheres magníficas, que na década de 80 se puseram a pesquisar a sexualidade brasileira, Rose Marie Muraro e Marilena Chauí. Fiquei de cara (como dizem os adolescentes hoje) com o que reli! Elas me fizeram descobrir o papel da mídia na difusão do novo catecismo: sexo não é mais pecado, os exageros é que o são.

Em seu livro Sexualidade da mulher brasileira: corpo e classe social no Brasil, publicado em 1983, Rose Marie Muraro escreve as conclusões de uma enorme pesquisa sobre a sexualidade em três classes sociais, o campesinato, o operariado e a burguesia.

Nas conclusões de seu livro podemos ler que “…a sexualidade, o corpo é realmente, em última instância, o locus onde o poder se exerce [..........] O corpo é preparado logo que nasce para assumir o lugar que o socius lhe designa dentro do sistema produtivo”. No corpo de cada um de nós, portanto, o poder inscreve os seus valores, os seus interditos, os seus “mandos”, através da forma como as nossas necessidades, desde que nascemos, são atendidas.

Exemplificando, um bebê que chora de fome e não é atendido aprende desde pequeno a não ter as necessidades atendidas. Outro bebê, que sempre que chora de fome é atendido, aprende a ter suas necessidades atendidas. Esses dois bebês ao crescerem vão ocupar lugares específicos no setor produtivo: o excluído e o incluído.

Ser desejante
Podemos ler ainda no livro de Rose Marie Muraro: “O que é o desejo? (…) ele também é produzido. (…) São os homens dominados também que dão aos atributos físicos da mulher maior valor erótico. Quanto mais excitante o físico, mais condições dá à sexualidade masculina, mais localizada no físico, de “funcionar melhor”.

Essa conclusão começa a explicar por que a prostituição por aqui é tão alta. Se o corpo é preparado para ocupar seu lugar no sistema produtivo, o desejo que surge para suprir uma falta também o é. Dependendo do lugar que se ocupa, a falta a ser suprida é diferente, condicionando o desejo ao prazer permitido.

Assim, os homens dominados pelo poder, em seus vários estágios de dominação, quanto mais dominados mais valorizam os atributos físicos da mulher como instrumentos de prazer, e que lhes provocam maior ereção quanto mais próximo esse corpo estiver do padrão erótico do momento.

Rose Marie avança mais em seu livro quando conclui que “(…) quanto maior o domínio do homem pelo homem, maior, também, o da mulher pelo homem”. Num sistema baseado no poder do mais poderoso sobre o menos poderoso, o homem tem sido o símbolo do poder maior porque é aquele fisicamente mais forte, podendo encarnar o domínio da força econômica sobre o prazer. Assim, é fácil entender por que quanto menos domínio o homem tem sobre o econômico mais poder ele precisará exercer sobre a mulher para restaurar seu equilíbrio como ser desejante.

Em troca do perdão
Mas o que faria uma distorção tão grande do desejo ser aceita sem revolta por tanto tempo, perguntei-me. Fui procurar respostas no livro Repressão Sexual: essa nossa (des)conhecida, publicado em 1984 por Marilena Chauí. Nesse livro ela discute as origens da repressão sexual no Brasil, assinalando o papel da religião católica no estabelecimento e na manutenção desta repressão.

Escreve ela que “(…) o encontro matinal da puta, voltando do trabalho, com a freira, indo à missa, é uma espécie de síntese da imagem feminina brasileira para o olhar masculino (…). Do ponto de vista moral, portanto, a repressão sexual opera de modo duplo: pela criação de obstáculo ao vício (educação da vontade) e pela mostração de, se incorrigível (…)”. O papel da religião para manter o prazer escravizado é ensinar cada um a dominar a vontade de suprir a falha gerada pelo desejo, através da aproximação de Deus e do exercício da castidade. Como o bebê de nosso exemplo, cada um deve aprender que não é para atender ao que o corpo quer, porque assim fazendo estará mais próximo do reino dos céus.

Contudo, seria necessário mostrar o que ocorre com aqueles que, incorrigíveis, se entregam ao “prazer”, no caso as prostitutas. São proscritas, confinadas às zonas, ou aos classificados dos jornais, transformadas em prestadoras de serviços sexuais. A elas se nega o reino dos céus, e, por conseguinte, o amor do homem, e do Cristo, que a freira, porque casta, pode obter. Paradoxalmente a prostituição indicaria o caminho da castidade ao homem e à mulher.

Entre o poder e a religião, o medo do desconhecido faz com que cada um troque o prazer aqui na terra pelo reino dos céus que não se pode ver. É claro que não estamos dizendo que Deus existe ou não existe, estamos dizendo que para se controlar o comportamento do homem se tira dele o amor e se faz com que ele genitalize o prazer e consuma o desejo, a pretexto de alcançar a justiça divina. De quebra se tira da mulher o exercício do direito ao prazer. Ambos, homem e mulher perdem o direito à sexualidade em troca de um suposto perdão divino.

(Des)vestindo meninas
Vamos começar a explicar nossa afirmação inicial de que a mídia está difundindo o novo catecismo e com isto contribuindo para o aumento da prostituição no país.

O reino dos céus demora muito a chegar, e os pobres têm que enfrentar duras provações, a classe média tem que trabalhar duro para comprar seu apartamento e seu carro, então… É necessário providenciar algum prazer para uns e outros não desistirem e partirem para uma revolução que provoque mudanças na chamada pirâmide social, que no Brasil mais parece um picolé quadrado com palito curto.

A mídia passou a (des)vestir as meninas, tornando-as cada vez mais parecidas com as prostitutas que se oferecem nas ruas: seminuas, barrigas à mostra, saias curtas e apertadas o bastante para entrever as curvas do bumbum e o desenho da calcinha, blusinhas apertadas sem soutien, bocas bem pintadas, unhas vermelhas, cabelos ouriçados. Além disso, treina à saciedade as meninas na dança rala-rala-bate-coxa-na-boquinha-da-garrafa. Tanta exibição de corpo em movimento como se gozasse, fica tão parecida com o ritual da prostituta que atrai freguês que nenhum homem vai se sentir responsável ou amoroso em relação a elas, porque prostitutas não têm direito ao amor e ao casamento.

Licença para a violência
O homem dominado ao vê-las tão atraentes tem garantidos ereção e prazer. Mesmo os pais se desfazem de seu papel sem remorsos, porque a mulher que ele vê foi feita para seu prazer e domínio, aumentando casos de estupro de filhas e enteadas pelos pais. E ainda nos espantamos com o aumento dos casos de gravidez na adolescência!

O novo catecismo é lido na imagem da TV. Aquilo que ele mostra é que o sexo não é mais pecado, já que passa na TV. Pecado hoje, segundo a TV, são os excessos sexuais: o homossexualismo, a recusa à maternidade, o uso da camisinha, pegar doença sexualmente transmissível, machucar seriamente a parceira, parecer uma freira, parecer gorda, escolher o parceiro, amar… Assim, o homem pobre e o burguês atormentado podem exercer o poder, que cada vez está mais centralizado e mais voraz. Para o homem, e para a mulher, por tabela, o consumo do sexo substitui o consumo dos objetos globalizados ou a eles se associa. Prazer se compra, quando se tem poder, é o novo catecismo.

O desejo produzido não vê mais a pessoa, mas o corpo, adequadamente preparado para o consumo. E como fazer sexo e gozar não é mais pecado, ninguém precisa se confessar e estamos todos salvos.

Neste contexto a prostituição tenderá a aumentar cada vez mais, pois o sexo é mais um produto de consumo, permitido aos que podem pagar. E há modelos para todos os bolsos: de crianças de rua a R$ 5 a prostitutas de luxo para a elite.

Quanto aos excluídos, a eles só é permitida a violência, pois não é preciso pagar por ela.

(*) Psicóloga

Terráqueos presunçosos!

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De incas venusianos ao ultra-pós-moderno

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Chegou o tão esperado terceiro milênio e, a não ser pela enxurrada de comentários e programas que especulam sobre o futuro da televisão, nada mudou na minha telinha a não ser a própria. Quando comecei a escrever na Internet sobre televisão tinha uma charmosa Telefunken (caixa de madeira, seletor quase mecânico e sem controle remoto), hoje substituída por um aparelho estéreo de 29 polegadas.
Fora isso… nada. Um nada em tantas línguas quanto as abrigadas na NET, TVA, DirecTV ou SKY.
Sou míope e algumas vezes me utilizo desta deficiência (???) em causa própria. Tiro os óculos ou as lentes de contato para, deliberadamente, não enxergar o desagradável. Para que uma visão perfeita se não existe perfeição a ser vista?
Toco neste assunto por conta da enxurrada de artigos publicados em jornais e revistas do mundo inteiro e mencionados lá em cima, no primeiro parágrafo.
TV de altíssima resolução… TV interativa… TV em banda larga… TV… TV… TV…
OK! Investi uma pequena fortuna em um aparelho tela plana que vale mais que minha Honda Dream, e o que vejo? Mais detalhes do rosto enrugado do velho Rei em seu tradicional especial de fim de ano. A fina penugem que recobre a bela face de Vera Fischer.
O que ouço no refinado som estéreo? As vozes enjoativas de Gugu Liberato e Xuxa (como podem fazer sucesso com aquelas vozes tão chatas?).
Entramos no terceiro milênio e o homem continua o mesmo.
A dramaturgia humana ainda só se interessa pelos mesmos velhos mitos do amor, do ódio, da vingança, do poder e da morte, temas que, misturados em doses variadas, resultam sempre nos mesmos roteiros.
Não é o futuro da TV o que me interessa. É o futuro da humanidade. E este, a considerar o que assistimos, não é muito diferente do que nossos ancestrais viveram.
Édipo pode ter sido substituído por Dawson (Dawson’s Creek – Sony), Medéia foi trocada por Lilly (Once and Again – Sony)… mas as relações pais e filhos continuam top de linha. Prosérpina era uma mãe tão opressora e invasiva quanto Alma (Laços de Família - Globo) e Fausto continua se vendendo nas milhares de tramas contemporâneas. Isto sem falar em Maria Madalena…
Um dia sentaremos em nossa poltrona marciana, ligaremos o que quer que seja que sirva para vermos o que hoje corresponde a nossa televisão… e lá estará passando um tremendo drama sobre o amor impossível entre um venusiano e uma terráquea.
Não há saída, pois, como sempre digo… nós, humanos, conseguimos inventar as maquinetas… mas ainda não sabemos o que fazer com elas. Ou pior… inventamos máquinas que cada vez mostram com mais precisão os nossos mesmos velhos sonhos.
Happy new year… humanóides.

Fonte

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Publicado em 6/01/01 por Márcia Mendes Ribeiro, que é jornalista, odeia televisão, mas não consegue passar por uma sem dar uma olhada. Ela não diz, mas é também minha ex-coleguinha do Colégio Cruzeiro do Sul e diretora do departamento de promoções (ou algo assim) da Cruzeirossauros, nossa entidade sem fins lucrativos (quase uma ONG), que reúne esses espécimes, por assim dizer, em extinção.

EUA: revista mexicana gera polêmica sobre racismo

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A cadeia de lojas Wal-Mart, a maior dos Estados Unidos, decidiu retirar de venda a revista em quadrinhos Memín Pinguín - uma das mais populares do México - depois que uma cliente se queixou de que a publicação é “racista”.

Memín é um menino negro que vive em um bairro pobre da Cidade do México, tem lábios muito grossos, olhos e orelhas grandes. Ele vende jornais e engraxa sapatos, mas também vai à escola. Ele vive com a mãe, o único outro personagem negro da história.

A cliente que se queixou formalmente aos diretores da Wal-Mart, Shawnedria McGinty, também é negra e disse que a caricatura é um insulto. Ela disse que ao abrir a revista se perguntou se o desenho mostrava um menino ou um macaco.

McGinty recebeu o apoio do militante afro-americano Quannel X, que disse em um discurso que os desenhos - “a mãe com lábios grandes e a pele escura, como se fosse um gorila, e ele (Memín), como um macaquinho” - eram como uma bofetada nos negros dos Estados Unidos.

A polêmica aumentou ainda mais porque a edição da revista que a Wal-Mart oferecia tinha o título Memín para presidente, algo que muitos interpretaram como uma alusão à participação de um candidato negro na atual corrida presidencial americana.

Muitos viram nesta revista uma alusão às eleições americanas. O negro Barak Obama é negro e é pré-candidato à sucessão do presidente George W. Bush.

“Ignorância”
A revista em quadrinhos é conhecida no México desde 1940, quando apareceu pela primeira vez. Ao longo dos anos vem sendo uma das mais populares entre as crianças.

A empresa que edita a revista nega que ela tenha conteúdo racista.

“Tomaram esta história como uma questão discriminatória, quando na verdade não é”, disse à BBC Mundo Manelick de la Parra, presidente da editora Vid.

Segundo ele, se trata “da história de um negrinho que se destaca e se impõe em uma sociedade discriminatória e sempre ganha. Isto é o que torna Memín tão especial”, explicou.

De la Parra disse que Memín para presidente faz referência às eleições presidenciais mexicanas de 2006, e que foi nesse momento que ela foi às bancas no México.

O empresário reclama que este incidente só vai aprofundar as diferenças entre as comunidades mexicanas e afro-americanas, e atribui a queixa e a decisão da Wal-Mart à ignorância. “E com a ignorância vêm repressão e falta de liberdade”, afirmou.

A editora diz que a decisão da Wal-Mart não chega a prejudicar seu desempenho financeiro. Na verdade, a editora seria beneficiada, segundo o presidente da empresa, com o que ele considera uma “publicidade maravilhosa para aqueles que sabem que Memín Pinguín não é racista”.

Choque cultural
A reação provocada por Memín pode ter fundos culturais que mostram as diferenças entre Estados Unidos e México.

“A figura de Memín não se traduziu muito bem na cultura americana”, disse Raúl Ramos, do Departamento de Estudos México-americanos, da Universidade de Houston, no Estado americano do Texas.

Ramos explica que as falhas de tradução se aplicam também às imagens “porque a sensibilidade ante os temas afro-americanos são diferentes no México, onde não há uma grande comunidade negra, e nos Estados Unidos, onde há um histórico de ícones com conotação racista, como Tia Jemima (imagem de uma marca de panquecas)”.

O incidente com Memín Pinguín é para Ramos um exemplo do que acontece quando duas culturas se encontram.

“Isto é resultado da globalização e das migrações de mexicanos para os Estados Unidos e é inevitável. Estas coisas vão continuar acontecendo”, disse Ramos.

Mesmo que a comunidade hispânica e a afro-americana tenham lutado juntas em frentes contra o racismo e a exclusão social, “também há diferenças culturais e de linguagem que são muito difíceis de superar”.

Ramos espera que o incidente sirva para mostrar que estas diferenças existem e para que as comunidades envolvidas façam um esforço para se entenderem melhor.

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Aluno supera paralisia e faz monografia inovadora

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Um estudante do 6º semestre de Jornalismo do Centro Universitário Metodista IPA, em Porto Alegre (RS), superou as dificuldades causadas pela paralisia cerebral de que é portador desde o nascimento para produzir uma monografia de conclusão de curso de forma inédita. Eduardo Purper, 22 anos, inspirou-se em sua maior paixão, o futebol, para realizar um estudo totalmente gravado em áudio, que recebeu o título de “Análise Semiológica de Narrações de Futebol”.

A produção de uma espécie de documentário de rádio foi a maneira encontrada por “Dudu”, como é conhecido pelos colegas de turma, para ultrapassar as limitações de coordenação motora sem precisar que alguém escrevesse o material.

Na pesquisa, o estudante analisou os indícios de preferência nos comentários dos narradores esportivos das rádios Gaúcha e Guaíba por algum dos times da dupla Grêmio ou Internacional. Para Eduardo, a maior dificuldade foi desenvolver as teorias. “Foi complicado aliar o que analisei aos conceitos de teóricos, mas meu pai gravou em fitas o que eu anotava nos livros”, explicou.

O trabalho é todo produzido na voz do aluno e as citações bibliográficas são narradas pelo operador da rádio IPA, Leandro Nunes.

O estudante faz parte da primeira turma de Jornalismo do Centro Universitário Metodista e, de acordo com Lisiane Pereira, assessora do Serviço Social do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (COEPDE), não existe registro de monografia similar no Estado.

Cristiano Nunes, gerente administrativo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, afirmou que “Dudu” será o primeiro jornalista com paralisia cerebral do Estado.

A professora orientadora do trabalho, Mariceia Benetti, informou que Eduardo sempre acreditou que conseguiria concluir o projeto e se empenhou muito para atingir o objetivo. “Mesmo com as limitações físicas ele nunca teve medo do desafio, foi excelente, pois cumpriu com todos os processos propostos e sempre ia além das expectativas”.

Futuro jornalista
A um passo de se tornar jornalista, Eduardo Purper aguarda ansioso pela avaliação da banca julgadora da universidade, que ocorrerá na próxima quinta-feira, às 15h, no estúdio de rádio da unidade central do IPA, localizada na Rua Joaquim Pedro Salgado, 80.

Segundo ele, a monografia é apenas mais um zagueiro a ser driblado. “Vejo esse como o maior obstáculo do curso até o momento, mas também creio que cresceremos muito com esse aprendizado”, completou.

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