Sites encorajam ilusões e preocupam psiquiatras

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Sarah Kershaw

Eles passaram anos vivendo o terror solitário de feixes de luz que causavam dores de cabeça lancinantes, uma tecnologia que permitia tomar o controle de suas mentes e corpos. Temiam os perseguidores, pessoas cujas vozes gritavam para eles das paredes ou de dentro de suas cabeças, dizendo que “nós o encontramos” e “queremos que você morra”.

Quando pessoas que acreditam nessas coisas falavam sobre elas à polícia, aos seus médicos ou aos seus familiares, contam que muitas vezes a reação de quem ouvia era dizer que elas eram malucas. Ocasionalmente terminavam medicadas ou confinadas em hospitais, demitidas de empregos e isoladas do mundo exterior. Mas quando passaram a usar a internet para descobrir umas às outras, tudo mudou, porque grande número de pessoas compartilhava das mesmas experiências.

Se você digitar termos como “mind control” (controle da mente) ou “gang stalking” (perseguição por gangues) no Google, descobrirá sites que falam de perseguição tanto física quanto psicológica, em episódios relatados nos mesmos minuciosos detalhes – vítimas seguidas por carros brancos ou vermelhos, vandalismo contra suas casas, olhares zombeteiros por parte das pessoas que os cercam.

Identificados por alguns psicólogos e psiquiatras como parte de uma “comunidade extrema” na Internet que parece encorajar a crença em ilusões, número crescente desses sites reporta histórias de pessoas que se declaram vítimas de controle mental e de perseguição por gangues de agentes do governo. Os sites vêm causando preocupação entre os profissionais de saúde mental e atraíram o interesse de pesquisadores psicológicos e psiquiátricos.

Ainda que muitos grupos de Internet que oferecem apoio de pessoas que vivem ou viveram problemas semelhantes aos de um indivíduo sejam considerados benéficos para as pessoas mentalmente enfermas, alguns especialistas dizem que os sites que amplificam os relatos de controle mental e de perseguição representam um lado sombrio das redes sociais. Eles podem reforçar os distúrbios no pensamento das pessoas que sofrem de doenças mentais, e dificultar o tratamento.

O Dr. Ralph Hoffman, professor de psiquiatria na Universidade de Yale que estuda essas ilusões, diz que crescente número das pessoas que pesquisa o informaram que visitaram sites de controle mental, e encontraram neles confirmação para suas experiências pessoais. “As opiniões desses sistemas de crenças são como um tubarão que precisa ser alimentado constantemente”, disse Hoffman. “Caso você não alimente a ilusão, cedo ou tarde ela morrerá ou se reduzirá por conta própria. Um fator essencial é que ela precisa ser reforçada por repetição”.

É isso que fazem esses sites, ele disse. Preocupações semelhantes surgiram sobre a proliferação de sites que ensinam como cometer suicídio, e outros que promovem a anorexia e a bulimia, oferecendo instruções detalhadas sobre como restringir a alimentação e fotos de mulheres esqueléticas que têm por objetivo “inspirar magreza”.

Para as pessoas que regularmente visitam e escrevem nos fóruns de discussão de sites de controle mental, a idéia de que haja quem os descreva como locais em que pensamento psicótico e iludido é promovido representa prova de que a verdade está sendo encoberta. “Foi um grande alívio encontrar essa comunidade”, disse Derrick Robinson, 55, zelador em Cincinnati e presidente de uma organização que promove a “liberdade contra assédio e vigilância ocultos”, com centenas de visitantes regulares em seu site. “Eu imaginava que talvez existissem outras pessoas na mesma situação, mas não estava realmente certo até encontrar essa comunidade”, disse Robinson.

Não existe pesquisa concisa sobre os sites que falam de controle mental ou de perseguições por gangues ¿ aqueles cujos usuários acreditam que grupos de outras pessoas os estejam seguindo ou controlando, como parte de uma experiência com armas neurológicas ou de outra espécie conduzida pelo governo. Mas é fácil encontrá-los.

Alguns deles contam com centenas de mensagens e links para dezenas de sites semelhantes. Um, o Gangstalkingworld.com, recebe os visitantes com esta descrição: “A perseguição por gangues é uma forma sistêmica de controle, que tenta destruir cada aspecto da vida do indivíduo visado. O alvo é seguido a toda parte e colocado sob vigilância por espiões/bisbilhoteiros civis em período integral”.

O site registra mais de 71 mil visitas, e oferece links para muitos empreendimentos semelhantes, entre os quais o Harassment101, que apresenta 965 mensagens.

Em agosto, uma pessoa postou no Gank Stalking World uma mensagem que dizia: “É insano que a cada dia eu tenha de voltar para casa e descobrir se meus sites ainda estão na ativa ou foram fechados. Esta semana eles realmente estão me perturbando, e é hora de eu retribuir o favor”. A mensagem direciona os leitores a outros sites que tratam do tema, caso seus sites favoritos deixem de funcionar.

Robinson declarou em entrevista que foi torturado e sofreu abuso por parte dos grupos que o perseguem e pelo uso de “armas neurológicas” desde que deixou a Marinha, em 1982. “Ao ler as histórias e descobrir as semelhanças entre as técnicas de assédio que estavam em uso, os relatos de vandalismo, de sabotagem de equipamentos domésticos e todas as outras coisas criadas para enlouquecer uma pessoa, a quem se deve procurar?”, ele disse. “As pessoas certamente dirão que você está sofrendo de ilusões”.

Para Robinson e diversos outros usuários desse tipo de site entrevistados para este artigo ¿ todos os quais insistiram em que não sofrem de quaisquer ilusões, incluindo um homem com repetidas passagens por hospitais psiquiátricos -, os sites oferecem uma experiência muito forte e que não é comum para eles: a de encontrar pessoas que os compreendam.

“Em larga medida, as pessoas que participam são em sua maioria sãs e coerentes, e capazes de relatar exatamente o que está acontecendo com elas”, diz Robinson. “Nos sites, elas podem dizer livremente as coisas que as levariam a ser classificadas como iludidas em outros lugares”.

O grupo dele, de pessoas que se descrevem como “indivíduos visados”, organizou um encontro real em Los Angeles no mês passado, promovendo uma conferência inaugural. Eles se encontraram para trocar histórias, entre as quais a humilhante experiência de ouvir terceiros lhes dizer que são malucos.

Os especialistas em saúde mental que observam com atenção esses sites são cuidadosos em afirmar que não existe maneira de provar que as pessoas que postam mensagens no site de Robinson, o freecomfhcs.com, estejam sofrendo de doença mental. O site afirma que sua missão é procurar justiça para aqueles que se tornam vítimas de “perseguição organizada e tortura eletromagnética”.

Vaughan Bell, um psicólogo britânico que estudou o efeito da Internet sobre as doenças mentais, começou a acompanhar o que acontece em sites que reportam sobre controle mental em 2004. Em 2006, ele publicou um estudo no qual concluía que existe uma extensa comunidade online que funciona em torno desse tipo de crença, e classificou os 10 sites que vinha estudando como “sites provavelmente psicóticos”.

As dimensões da comunidade, disse Bell, apresentam um paradoxo com relação à maneira pela qual as normas de diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana definem essa forma de ilusão, segundo as quais uma crença sustentada pela “cultura ou subcultura” de uma pessoa não constitui “delusão”, o termo técnico para o problema. Essa exceção serve para justificar certos rituais relacionados à fé religiosa, por exemplo.

Bell, cujo estudo foi publicado pela revista Psychopathology, diz que não sugere que todas as pessoas que participam dos sites de controle mental estejam sofrendo ilusões, e que um diagnóstico firme de psicose só pode ser realizado em base individual.

Os sites de controle mental lembram alguns especialistas dos relatos das pessoas que alegavam terem sido abduzidas por alienígenas nos anos 70 e 80. Uma história gerava outra até que muitas pessoas passassem a insistir que haviam passado por experiências virtualmente idênticas de aprisionamento a bordo de uma nave espacial tripulada por criaturas prateadas e de olhos amendoados.

Algumas das pessoas que postam nos sites sobre controle mental dizem que estão sendo “sexualmente estimuladas” de modo remoto por aqueles que as torturam. Alguns dos que se diziam abduzidos por alienígenas fizeram alegações semelhantes. Pesquisas posteriores demonstraram que as pessoas que se acreditavam abduzidas não eram psicóticas, mas estavam sofrendo de problemas sérios de memória ou de falta de sono, ou de traumas pessoais, disse Bell.

Os psiquiatras e pesquisadores dizem que é cedo demais para determinar se a comunicação via Internet entre pessoas que podem ser psicóticas afetaria suas doenças de modo negativo.

“Trata-se de um cantinho muito complexo em nossa disciplina”, disse o Dr. Ken Duckworth, diretor médico da Aliança Nacional da Doença Mental, um grupo que defende os pacientes. “Algumas pessoas podem se ver auxiliadas na cura pelas visitas a esses sites, mas as questões em jogo são realmente difíceis. A Internet não é uma nova causa de doença mental, mas uma variável nova que complica a situação”.

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PC pode deixar crianças míopes, diz estudo

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O uso de computadores em excesso está aumentando a incidência de miopia em crianças de até 13 anos, diz estudo.

Uma pesquisa feita pelo oftalmologista do Instituto Burnier Leôncio Queiroz apontou que a prevalência de miopia entre crianças de 9 a 13 anos que usam computador por até seis horas diárias é quase o dobro do que entre menores que não navegam na web.

Entre as crianças que usam muito computador, a incidência de miopia foi de 21%. Já entre as que não utilizam PC em excesso este número cai para 12%.

De acordo com a pesquisa, ficar horas na frente do computador, jogando videogame ou vendo TV gera stress ocular, o que é especialmente grave entre crianças com menos de 8 anos, faixa etária em que o aparelho ocular ainda está em formação.

O estudo pede que os pais não deixem seus filhos horas a fio na frente do computador e diz para os jovens realizarem intervalos de 10 a 30 minutos a cada hora na frente do PC.

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Estudo liga programas de TV à gravidez na adolescência

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Adolescentes que assistem muitos programas de TV com conteúdo sexual – sejam cenas ou diálogos – têm probabilidade duas vezes maior de engravidar nos três anos seguintes do que os jovens que assistem poucos desses programas, segundo um estudo da RAND Corporation publicado nesta segunda feira pela revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria.

O estudo americano é o primeiro a estabelecer uma relação direta entre a exposição de adolescentes a conteúdo sexual na TV e gravidez – tanto de meninas, como dos garotos que assistem aos programas e engravidam suas namoradas.

Para a pesquisadora Anita Chandra, que liderou o estudo, os “adolescentes recebem considerável quantia de informação sobre sexo através da TV e a programação normalmente não destaca os riscos e responsabilidades do sexo”.

“Nossas conclusões sugerem que a televisão pode desempenhar um papel significativo nas altas taxas de gravidez adolescente nos Estados Unidos.”

Metodologia

No estudo, os pesquisadores acompanharam 2.000 adolescentes entre 12 e 17 anos de idade durante três anos. Os pesquisadores perguntavam sobre os hábitos televisivos e sexuais dos adolescentes.

A análise é baseada nos resultados de cerca de 700 participantes que haviam iniciado suas atividades sexuais neste período e falaram de seu histórico de gestações.

As informações sobre os hábitos televisivos foram combinadas com os resultados de uma outra análise sobre programas de televisão para determinar a freqüência e o tipo de conteúdo sexual a que os adolescentes estão expostos quando assistem TV.

Para os pesquisadores, o conteúdo sexual dos programas pode influenciar a taxa de gravidez na adolescência ao criar a percepção de que relações sexuais sem a proteção anticoncepcional oferecem pouco risco, e estimulando jovens a se iniciar sexualmente mais cedo.

Os pesquisadores se concentraram em 23 programas, que incluíam dramas, comédias, reality shows e programas de auditório.

“A quantidade de conteúdo sexual na televisão dobrou nos últimos anos, e há pouca representação de práticas seguras de sexo nesses programas”, diz Chandra.

“Apesar de ter havido algum progresso, os adolescentes que assistem televisão ainda vão encontrar pouca informação sobre as conseqüências de práticas sexuais sem proteção entre os muitos programas mostrando sexo.”

Outros fatores

Os pesquisadores afirmam, no entanto, que outros fatores influenciam a gravidez na adolescência.

Adolescentes que moram com os dois pais têm probabilidade menor de engravidar, enquanto meninas, negros e adolescentes com problemas de comportamento como disciplina, estão mais propensos a engravidar.

Os jovens que pretendiam ter filhos cedo também têm mais propensão a engravidar durante a adolescência.

Os pesquisadores recomendam que as redes de TV sejam encorajadas a incluir programas que mostrem relações sexuais de forma mais realista e incluam conseqüências do sexo sem proteção, como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

Eles ainda recomendam que os pais assistam televisão com os filhos adolescentes para explicar as conseqüências de sexo sem proteção e que pediatras perguntem aos jovens que programas de TV eles assistem, para dar mais informações sobre métodos anticoncepcionais.

Mas Chandra afirma que a televisão é apenas parte da dieta midiática dos adolescentes. “Nós também devemos investigar o papel das revistas, da internet e da música”, afirmou.

A taxa de gravidez na adolescência vem caindo nos Estados Unidos desde 1991, mas o país ainda é um dos que tem maior incidência entre os países desenvolvidos.

Quase um milhão de jovens meninas engravidam a cada ano, sendo que a maioria dessas gestações não são planejadas. As pesquisas mostram que as mães adolescentes têm mais propensão do que outras meninas a abandonar a escola, precisar de benefícios e viver na pobreza.

A RAND é uma organização de pesquisas sem fins lucrativos que produz análises para o setor público e privado.

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Cuidado, notívagas! Estudo liga pouco sono a câncer de mama

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Mulheres que regularmente dormem seis horas ou menos por noite podem estar aumentando o risco de ter câncer de mama em mais de 60%, segundo um estudo de pesquisadores japoneses.

O estudo, realizado por uma equipe da Tohoku University Graduate School of Medicine in Sendai, no Japão, foi publicado na revista acadêmica British Journal of Cancer.

Os cientistas analisaram os hábitos de quase 24 mil mulheres com idades entre 40 e 79 anos durante oito anos. Nesse período, 143 foram diagnosticadas com câncer de mama.

Eles descobriram que aquelas que dormiam regularmente seis horas ou menos por noite tinham 62% mais chances de ter câncer de mama comparado com as que dormiam regularmente sete horas.

Além disso, mulheres que dormiam, em média, nove horas por noite tinham 28% menos chances de ter o tumor. Os cientistas acreditam que a ligação pode estar no hormônio melatonina, produzido pelo cérebro durante o sono para regular o relógio interno do corpo.

A melatonina teria um papel importante na prevenção do câncer de mama ao controlar a quantidade de hormônios sexuais que é liberada. Eles afirmam, no entanto, que não tiveram informações sobre a qualidade do sono das mulheres, o uso de remédios para dormir ou a presença de problemas na hora de dormir.

A organização Cancer Research UK disse que um “número crescente de estudos” aponta para uma ligação entre falta de sono e câncer.

“A evidência atual sugere que hábitos na hora de dormir podem ter um pequeno efeito no risco de câncer de mama”, disse Henry Scowcroft, da Cancer Research UK ao jornal Daily Mail.

“Mas ainda é muito cedo para dizer se esse efeito é importante quando comparado com outros fatores de risco no estilo de vida, como peso, exercícios e consumo de álcool”, concluiu.

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Estudo indica que alcoolismo começa cada vez mais cedo

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Pessoas que começam a beber cedo, na adolescência, estão se tornando alcoólatras também cada vez mais cedo, por volta dos 30 anos de idade. Três décadas atrás o vício acometia bebedores mais maduros, por volta da faixa dos 50 anos porque os jovens naquela época iniciavam o hábito de beber mais tarde do que as atuais gerações.

É o que demonstra pesquisa do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), da Secretaria Estadual da Saúde realizada de janeiro a setembro deste ano. O levantamento mostra que a maioria ( 41%) das pessoas que começou a beber na adolescência se tornou alcoólatra a partir dos 34 anos. Foram ouvidos 285 dependentes crônicos moradores da região central da capital atendidos pelos profissionais do serviço.

Segundo o levantamento, 41% dos 285 pacientes diagnosticados como alcoólatras, e que portanto passaram a fazer tratamento na unidade, tinham entre 34 e 44 anos. A grande maioria deles (89%) era homem. A faixa etária dos 45 aos 55 anos respondeu por 23% dos pacientes. Outros 18,2% tinham entre 23 e 33 anos. As informações são do Jornal da Tarde.

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Nunca permita que ele morra!

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Crianças com acesso fácil a sexo…

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e violência na Internet!
Três em cada quatro crianças viram imagens na Internet que as traumatizaram, sugere um estudo conduzido online pela NSPCC.


Com base nos resultados obtidos, a organização sem fins lucrativos está a renovar o seu apelo junto das fabricantes e retalhistas informáticas para instalarem funcionalidades de segurança que impeçam as crianças de se confrontarem online com conteúdos violentos ou sexuais, refere a BBC News.

A NSPCC, que inquiriu os seus visitantes a partir do seu site There4me.com, afirmou-se “alarmada” pela acessibilidade a material potencialmente disturbador, pois cerca de 380 participantes em perto de 500 afirmaram ter ficado afectados pelas imagens Internet que encontraram.

A organização defende que o software de controlo parental devia vir instalado e accionado de origem, em vez de ser uma funcionalidade deixada como opção aos pais e educadores, nem sempre conhecedores dos procedimentos a realizar.

Além do pedido às fabricantes e retalhistas, a NSPCC apela também às redes sociais e aos sites de vídeo que se esforcem por controlar mais os seus conteúdos, retirando teores ofensivos que disponibilizem.

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Cibercrime rende mais que comércio mundial de drogas

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Consumidores norte-americanos perderam algo em torno de US$ 7 bilhões entre 2006 e 2007, em função de ataques de vírus, spyware e phishing, de acordo com a publicação Consumer Reports. Analistas da Trend Micro, especializados em crimes eletrônicos, calculam que no mundo essa receita ilegal chegue a mais de cem bilhões de dólares por ano - valor que ultrapassa o lucro do comércio global de drogas.

O crime virtual, praticado por meio da propagação de ameaças e malwares via web, tornou-se um negócio extremamente rentável. Números de cartões de créditos são vendidos (sem permissão) para qualquer pessoa, por valores que variam entre US$ 0,40 e US$ 20 cada. Detalhes de contas bancárias custam entre US$ 10 e US$ 1.000 por conta.

No mercado negro, um código malicioso como o Cavalo de Tróia - usado para roubar informações de contas acessadas pela web - pode ser comprado pela quantia de US$ 1 mil a até US$ 5 mil. De acordo com a polícia nacional da Romênia, um grupo de criminosos virtuais consegue arrecadar pelo menos US$ 650 mil com o phishing - ameaça usada para sacar dinheiro de caixas eletrônicos. Com uma ação desse tipo, um grupo alemão furtou US$ 6 milhões de bancos de quatro países.

Além do ganho financeiro, alguns cibercriminosos ainda propagam códigos maliciosos para ganhar fama no mundo virtual. Recentemente, o FBI prendeu oito pessoas na iniciativa denominada “Operação Bot Roast”, que até agora já contabilizou mais de US$ 20 milhões em perdas financeiras, com mais de um milhão de computadores infectados.

O número crescente de acessos à web contribui para a propagação das ameaças e malwares que têm como principais conseqüências as perdas financeiras e de produtividade nas empresas.

Para combater o crescimento do submundo digital, a Trend Micro, empresa de segurança web, tem desenvolvido soluções destinadas a oferecer a melhor proteção para empresas e consumidores - como o Trend Micro Smart Protection Network, uma infra-estrutura de proteção “cloud-client” que funciona por correlação de eventos e dados na nuvem.

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Estudo: alimentos descartados tem mais nutrientes

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Um cardápio no qual se aproveitam talos, cascas e folhas pode parecer estranho. Mas um estudo concluído recentemente pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), encomendado pelo Sesi-SP, pode fazer com que as donas-de-casa revejam a atitude de jogar fora essas partes ¿não-convencionais¿ de frutas, verduras e legumes.

A pesquisa analisou 19 alimentos e comprovou que, em muitos casos, os itens geralmente descartadas podem ter tantos ou até mais nutrientes que a polpa e a semente de frutas e das verduras, ou a folhagem de vegetais.

Um dos resultados que mais surpreendeu foi sobre a cenoura. “A rama e a casca são muito mais nutritivas que a polpa. Em 100 gramas da rama há quatro vezes mais proteína, três vezes mais vitamina C e quantidade ainda maior de ferro do que na polpa’, destaca a nutricionista Tereza Watanabe, do Sesi/SP.

“O fato é que, nas feiras, os vendedores sempre perguntam se queremos levar cenouras com ou sem rama. A cada dez pessoas, nove preferem sem. Infelizmente falta conhecimento à população”, comenta Tereza.

Outro resultado surpreendente é em relação ao potássio. “Geralmente, as pessoas associam a banana como a principal fonte de potássio. No entanto, descobrimos que 100 gramas da casca do pepino é ainda mais rica em potássio que a fruta. Além disso, a casca do pepino é riquíssima em fibras, o que torna a digestão mais fácil”, diz Tereza.

A professora da Unesp Giuseppina Pace Pereira Lima destaca que 60% do lixo produzido no Brasil é orgânico. “Nosso lixo é o mais rico do mundo. Não podemos pensar que sementes de abóbora ou folhas do brócolis, por exemplo, são restos jogados fora”, diz.

Ela ainda cita que o reaproveitamento de alimentos deveria ser adotado em programas para a população de baixa renda. “Tudo pode ser aproveitado. Além de se diminuir gastos com a alimentação, a saúde do brasileiro só tem a agradecer”, finaliza.

A diretora de alimentação do Sesi/SP, Tereza Watanabe, destaca os cuidados com a higienização dos alimentos. “Eles devem ser bem lavados em água corrente e deixados de molho por pelo menos 15 minutos em água clorada”, diz.

Mas ela destaca que é preciso ter cuidado na dosagem de cloro. “Deve-se colocar somente uma colher (sopa) de água sanitária (com 2% a 2,5 % de hipoclorito na formulação) para cada litro d¿água”, ensina Tereza.

A nutricionista lembra que as cascas e os talos dos alimentos devem ser consumidos de preferência crus. “Ao cozinhá-los, perde-se uma parte dos nutrientes”, explica Tereza Watanabe. E ela dá a dica: “As cascas fatiadas ou raladas são ideais para serem adicionadas em saladas”.

Já sobre as sementes de abóbora, a especialista destaca que podem ser consumidas como petiscos. “As sementes devem ser assadas no forno. Ficam gostosas e são nutritivas. A concentração de proteínas em 100 gramas de sementes é 10 vezes maior que a da polpa da abóbora”.

A enfermeira Isabel da Costa Queiróz garante que em sua casa todas as sobras são aproveitadas. “Picamos os talos dos vegetais e colocamos na salada. A rama da cenoura eu gosto de misturar na sopa. O odor e o sabor ficam mais acentuados”, acredita.

A aposentada Adaltina de Menezes Pinheiro também aposta no poder dascascas. “Abóbora só cozinho com a casca. Faz muito bem para o meu intestino. E também faço sucos com cascas de abacaxi”, conta.

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Uma notícia complementar muito boa, apesar de antiga, pode ser encontrada aqui. Infelizmente, penso que os dados que ela traz, de 2002, não tenham mudado.

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Redes sociais online podem estar levando ao “vício de amigos”

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Um novo vício pode estar surgindo com a popularização das redes sociais online, alertou o especialista David Smallwood, da Priory: o vício da amizade. Ao contrário do que parece, isso pode ser um problema.

Smallwood acredita que sites como o Facebook podem deixar jovens viciados em conseguir mais e mais amigos, conforme noticiou o site TechRadar.

“O problema com o Facebook é que ele é só sobre aquisição e isto é um processo viciante”, explicou o psicólogo.

De acordo com o site Metro, no Reino Unido um em cada 10 britânicos estaria vulnerável ao novo vício.

O especialista ainda recomenda que qualquer pessoa com problemas de vícios como compras, drogas ou álcool deveriam se manter longe de redes sociais online. “Eu vejo pacientes que estão no Facebook e minha resposta é: pule fora”.

O problema parece afetar mais o público feminino. No ano passado, noticiou o site DailyMail, o uso da internet por mulheres entre 25 e 49 anos foi superior ao do público masculino pela primeira vez.

Um dos sintomas do novo vício seria a sensação de rejeição e isolamento quando um pedido de amizade é rejeitado no serviço. A opinião de Smallwood pode ser vista como polêmica: outro estudo divulgado ontem aponta que sites como o Facebook podem ser úteis para reduzir o isolamento de pessoas.

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